VIAGEM
VIAGEM
Por Margarida Cimbolini
E não vou a parte nehnuma
e nem sei se há partes onde ir
acho que não
é a expectativa de sorrir
que leva o osso a correr do cão
frágil ida
há-de secar o asfalto
e pode outra chuva cair
e há-de lá estar a letra
e há-de escrever a caneta
e hei-de eu morrer a rir
de mim
num canto do planeta



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