Avançar para o conteúdo principal
VIDA
colectânea ///
alma o meu eu
VIDA
trabalho algum feito pelo homem
tem a violência que a vida tem
trabalho algum volt-eia assim
apagando tudo
tirando teia de aranha de mim
tirando de mim estes ruídos
onde a alma gesticula
onde a mente me chama de dama e de puta
onde o meu se consome
formiga carregando o mundo
e tomando-lhe o fundo
dimensão de montanha erguida
no topo de um segundo
de mulher amada a mulher perdida
como garça que sem graça cai adormecida
e verseja fingindo que finge vive este sopro
a que se chama vida ...
Margarida cimbolini ,
Comentários
Enviar um comentário