BATALHAS


batalhas

Reinvenção de mim própria
me reinvento em ópera
sou ária voz em movimento
dúvida existencial
de adolescente parada no tempo
ou apenas espécie de demente
psicose associada a nada

perdida num labirinto de eus
escamoteados de qualquer ventre
deposta na vida por um Deus mais que demente

por milagre me fiz voz
de voz tornei-me palavra
e sou agora coisa poeta escrava,,,,,
iniquoa,,,,ubicua,,,e temente
desenhando dos anagramas
presente ,,,,,,,sempre ausente,,,,
vou cuidando das escaras

olhando o céu
esperando estrela cadente
ou qualquer astro fulgente
que por mim se bata
nesta e nóutras batalhas,,,,,

margarida cimbolini

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