A BESTA
a besta
vem calada,,manhosa,,asada,,,
quase alada,,,,,,pés de veludo
nos negros olhos o calor de ,,muso,,
quem dera ás ninfas aquele olhar
quem dera ás tágides aquele cantar...
,,,,,mansa era a escrava,,,musa de Camões
e com seus negros olhos lhe pôs grilhões
é,,ilha descarada,,,,,,colecciona mágoa,,,,,
,,,,,,,magôa ,,corta como espada
engole mastiga rasga e vomita enjoada,,
bicho sem país nem lei é a besta velada
é o quadrúpede rei,,,é a besta calada,,,
,,,,,sua palavra cio de cascavel,,,,,,,
,,,,,,,,,,,,,,,,,seu beijo fel,,,,,,,,,,,,,,,,,
,,,,,,,perdoe a poesia amargos versos,,,,,
perdoe minha rima meus reversos,,,,,,,,,,
,,,perdoem meus dedos que lhes chame meus....
que os tome escrevendo desamor......
,,mas vai a besta na estrada,,,,,
na poeira,,,,deixa pégada...e fedor,,,
E sendo meu olhar mais alto,,,,e sem tecto este meu céu
,,,,,,eu pego a besta p´lo braço......
empresto-lhe o meu calor,,,,e num abraço,,,
,,,,,chamo-lhe,,,,,,,,,,amor....
margarida cimbolini



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