MINHA LISBOA


minha Lisboa

lamento tanto minha Lisboa.
vendida neste carrossel de fendas e futebóis
sou eu rasa tábua nessa mesma fenda
deste mundo fantástico de multidões
probrezinha esta Lisboa .....minha......
encolhe-se engalanada
também ela se queria sozinha
mais que vendida e calcorreada
também ela queria uma mão de beijos
e do mar desejos de navegar
sinto-a cansada....não pode mais...
há meses apregoada,não em pregões matinais
em greves ...em gritos .....em ódios....
acudam-lhe não pode mais....
e agora está em saldo e amanhã vende caldo
lavando os pés aos espanhóis
e arrecada tostões escondida e envergonhada
outros que ganham milhões fogem á garraiada
invade-me longa nostalgia,,,,,pobre cidade....
desfia-se podre da vida....
esconde sorrisos e arraiais,,,,,fica deitada estendida
esperando a gloria esquecida e mesmo assim canta
na minha voz rouca da noite ...rouca da vida
erguendo-se uma vez mais.....

margarida cimbolini

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