O CORVO

O CORVO

arranca-me o corvo os vestidos .....
aqueles que máscara tinham
os movimentos tolhiam

fiz-lhe então um testamento
desse os vestidos ao vento
desse essa dor mascarada
há bruxa mais maltratada
e os anéis de rubi fizesse
,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,, deles corações
,,,,e espalha-se nas prisões
,,,as penas que guardei naquela caixa,,,
,,,,,,,,,,,,,,,,sem graça..........
dêem-nas ás cotovias...e aos canários
,,,,,entreguem os meus trinados...
ficam as margaridas nos prados
e o meu rio já sem leito faz-se ao mar
,,,,,,e mistura-se nas cinzas do meu peito....
Hão-de vir os cucos há minha procura....
,,,eles conhecem os caminhos que tomei na vida..
na morte.... sirvam-lhes o meu riso .....e água muito pura
Tantas são as lágrimas que eu deixo,,,,,serão elas arco-iris
e quando chover e o Sol brilhar serei eu que vivo..
E os beijos estas ternuras tamanhas que sempre tive nas entranhas..
há tantas crianças com fome encham-nas de carícias
numa gamela de beijos juntem pão ,mel e estrilicias
Os livros merecem bom trato levam o meu retrato
E na lápide sobre a terra,,,, se puder ser,,,se acharem bem
,,,,,,escrevam ,Aqui vive um poeta,,

Margarida Cimbolini.

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