negras raízes
negras raízes
são os meus dedos raízes
dessa árvore em que me sagrei pecado
desse tempo em que neguei
a redenção
raízes negras queimadas
no fogo dessa paixão
raízes negras que em mim
deixou teu corpo
teus sulcos tuas entranhas
feitas de ventos estranhos
ancestrais mentiras
roubos de almas hás vidas
dedos com que me marcas-te
ferro em brasa de feitiço
feito com sabor a macio
flautas que me romperam a vontade
roendo -me o siso
roubaram talvez pra muito o meu riso
que fizeram com ele
não há-de ele rir em nenhuma gargalhada
sem que de mim se humedeça
dedos de raízes de nenúfar
ressacam agora nas mãos de outrem
que se aforquilhem os dedos
na forquilha das eternas verdades
e pisadas no chão fiquem prá sempre
as negras paixões
os dedos de quem não ama sulcam os corpos de trilhos
sulcam os corpos como arados mas não os reduzem a lama...
Margarida Cimbolini
são os meus dedos raízes
dessa árvore em que me sagrei pecado
desse tempo em que neguei
a redenção
raízes negras queimadas
no fogo dessa paixão
raízes negras que em mim
deixou teu corpo
teus sulcos tuas entranhas
feitas de ventos estranhos
ancestrais mentiras
roubos de almas hás vidas
dedos com que me marcas-te
ferro em brasa de feitiço
feito com sabor a macio
flautas que me romperam a vontade
roendo -me o siso
roubaram talvez pra muito o meu riso
que fizeram com ele
não há-de ele rir em nenhuma gargalhada
sem que de mim se humedeça
dedos de raízes de nenúfar
ressacam agora nas mãos de outrem
que se aforquilhem os dedos
na forquilha das eternas verdades
e pisadas no chão fiquem prá sempre
as negras paixões
os dedos de quem não ama sulcam os corpos de trilhos
sulcam os corpos como arados mas não os reduzem a lama...
Margarida Cimbolini



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