ORALHES
Olhares
Tinha um ar despojado
E uns longos olhos
Uns olhos de Maio.
Serenos como Primaveras
Deixei aquele olhar penetrar -me
Tão jovem o brilho das pupilas
Tão lânguido
Sustentei o com toda a minha doçura
Repassei o. com a imensa viagem....
de mulher madura
Fui..num segundo mãe amante e irmã
E já me queria escrava
Já me chamava sua
Já me imolava num altar de beijos
Numa música de carícias
Num suplício de amor
Num correr de fluidos...mais finos que a pele
Perfumes almíscarados
Era o cheiro do amor
Rejeitava lençóis
Eram bocas línguas que lambiam felinas
Doces e ásperas
Possuídos solfejos....regados de noite
Molhados de luar
Corpos em fogo
Tinha um ar despojado
E uns longos olhos
Uns olhos de Maio.
Serenos como Primaveras
Deixei aquele olhar penetrar -me
Tão jovem o brilho das pupilas
Tão lânguido
Sustentei o com toda a minha doçura
Repassei o. com a imensa viagem....
de mulher madura
Fui..num segundo mãe amante e irmã
E já me queria escrava
Já me chamava sua
Já me imolava num altar de beijos
Numa música de carícias
Num suplício de amor
Num correr de fluidos...mais finos que a pele
Perfumes almíscarados
Era o cheiro do amor
Rejeitava lençóis
Eram bocas línguas que lambiam felinas
Doces e ásperas
Possuídos solfejos....regados de noite
Molhados de luar
Corpos em fogo
E no ar voavam antigos pergaminhos
Porosos véus de vidas passadas
Futuros antecipados
E um olhar sereno alvo
...longo lascivo
que exigia agora...um agora único.. pois que ainda é sempre.
.
Margarida Cimbolini
Porosos véus de vidas passadas
Futuros antecipados
E um olhar sereno alvo
...longo lascivo
que exigia agora...um agora único.. pois que ainda é sempre.
.
Margarida Cimbolini



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