OLHOS MOLHADOS DE MADRUGADA
Olhos molhados de madrugada
acordam sempre tristes
vêem o Sol ao longe
não lhe sentem o calor
olhos molhados de madrugada
acordam cheios de sonho
tem o brilho da solidão
acordam já cansados
Na dimensão da poesia
procuram ainda uns restos de dia
timidamente
pedem -lhe perdão !
breve virá a lua
tirana
e na noite secam os olhos
esquecem o calor do Sol
e vivem mais uma noite
ignorando o cantar do rouxinol
Margarida Cimbolini
acordam sempre tristes
vêem o Sol ao longe
não lhe sentem o calor
olhos molhados de madrugada
acordam cheios de sonho
tem o brilho da solidão
acordam já cansados
Na dimensão da poesia
procuram ainda uns restos de dia
timidamente
pedem -lhe perdão !
breve virá a lua
tirana
e na noite secam os olhos
esquecem o calor do Sol
e vivem mais uma noite
ignorando o cantar do rouxinol
Margarida Cimbolini



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