SEDE

Sede
só o rio sabe o que esconde
detrás da cascata
os cavalos bebem no rio
pois a sede só a água doce mata

a sede de amor é ingrata,,,,,,
eu escuto
a coruja que uiva lamentos á lua
e escuto muito quieta
temo por mim
de me sentir esquecida na noite incerta
tenho sede de amar
e de ser tua
caminho para além do tempo
para além da vida
ás chamas me vejo submetida
ser algum resiste ao fogo
temo por mim
por ele serei consumida
e por mais provada
que esteja a minha estrada
não está a viagem acabada
o vento
é meu amigo
,,,arranca os escolhos....o tempo
,,,,,, cada dia fecha uma porta
,,,,,,,mas abre um postigo
guardo doce lembrança
o perfume das tílias faz-me criança
os tambores tocam para mim
e o amor sobe e dança
e é no amor que que alicerço esperança
não sei dizer não á vida
nem ao sonho
espero essa terra de leite e mel,,,,
,,,,,,,,,,,,,,,,,vislumbro dentro essa sede saciada
,,,,,,,,,,,creio nessa longínqua terra prometida.....e alcançada ....
Margarida Cimbolini

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