ILHA DE MIM
nesta ilha onde estou
correm aves no azul
boiam no ar pequenas bolhas
que rebentam em pontos de prata
e no espelho me demoro
na prata dos pontos moro
submersa nestas dunas
retiro de mim as peles duras
retiro-me de veias e vasos
corro nos segundos do tempo
retiro de mim o momento
vejo-me nóutra face
e desta disseco os contornos
como que numa tela
roubo de mim as rugas
tiro os sinais do tempo
apago gestos de amor
desfaço covas de dor
e cavo adentro
penetro nas cores do vento
tirando das minhas faces ternura
,,pó e fermento
quanto mais tiro mais lamento
,,,corre-me luz pelos dedos
a pele brilha de contente
,,rasguei a pele há serpente
tirei a luz de meus olhos
,,fiquei outra num repente
agora fito-me assustada como quem se enxerga e mente...
Margarida Cimbolin
nesta ilha onde estou
correm aves no azul
boiam no ar pequenas bolhas
que rebentam em pontos de prata
e no espelho me demoro
na prata dos pontos moro
submersa nestas dunas
retiro de mim as peles duras
retiro-me de veias e vasos
corro nos segundos do tempo
retiro de mim o momento
vejo-me nóutra face
e desta disseco os contornos
como que numa tela
roubo de mim as rugas
tiro os sinais do tempo
apago gestos de amor
desfaço covas de dor
e cavo adentro
penetro nas cores do vento
tirando das minhas faces ternura
,,pó e fermento
quanto mais tiro mais lamento
,,,corre-me luz pelos dedos
a pele brilha de contente
,,rasguei a pele há serpente
tirei a luz de meus olhos
,,fiquei outra num repente
agora fito-me assustada como quem se enxerga e mente...
Margarida Cimbolin




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