NÂO TEMAS


Não temas

Alta madrugada
já o dia se avizinha
ouço teu chamar
é tua guitarra
esquecida
toca sózinha
cada corda tem seu som
e as partidas regougam
como a pedir olhares

tropeço nos nossos elos
na vida e na morte paralelos

e lembro aquele amor amado
tecendo aquele amor bordado

toco este barco andando ao largo
mas volto breve
a este mar tão íntimo ,,,,tão lago
trazem-me as marés
cai em mim tua doçura,,,teu riso,,,
nossa amargura

sangra ainda tua veia
aberta e vermelha

e lenta recomeça toda a teia
e agora que vim na madrugada
mais uma vez escutar teu trinado
nada temas,, terei amantes,, não amados
de todos guardarei as nossas penas

mas se me vires voar ,,não sou eu,,
,,,são açucenas,,,,,,
e se cantar é tua a minha voz,,,,,,,
como teus serão sempre estes poemas
,,,,,,,,, e minhas rimas serão sempre pequenas
tem meu corpo teus casulos,,,,,,
e minhas veias teu sangue,,,,nada temas,,,,,

,,,,,minhas rimas hão-de ser sempre pequenas....

Margarida Cimbolini.

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