NESTE TEMPO


neste tempo

neste tempo de mim
fragmento alvoraçado
de um tempo seco e duro
por demais fragmentado
procuro no meu povo um clarim
vejo o meu povo cansado
eu menos que um jasmim
de alma eirada e louca
nunca atentei assim
nos olhos deste povo
nas manchas negras
deste Portugal tão maltratado
do mundo cidadã aberta
casada com o mar
ilha sem barreiras
vejo um mar de navegantes
sem naus,sem castelos sem ameias
é de novo Abril
é alerta de novo
largai velas e candeeias
velejai com verdade e rumo
sem foices sem mágoas
sem saudades doentias
Quero ver este povo erguido
e para tanto levanto a voz
rasgo o que mim há de mais sentido
e grito
PORTUGAL ESTÁ FERO E VIVO

margarida cimbolini

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