POIS

POIS
pois que te encontro
não te faço julgamento
quem sou eu pra te julgar
eu que de mim não faço tento
eu que me não julgo faz tanto tempo
como julgar.te a ti em tal tormento
como julgar quem já sem alento
vem à minha beira iludido e lento
esmolando carinho e alento
sem jeito fica o santo
e o santeiro humilde pede luz
ao candeeiro
e ao vinho pede sustento
quem de sua luz não tira tempo
para quem peca por dia vezes ao cento
contando sua mentira e sofrimento
creio no vinho misericordioso
contando com parcimónia sua visão
vinda do coração
mas parca de dIscernimemnto
pois se o sofrer não é maldição
muitas são as musas do poeta
tantas como as pedras da calçada
será que para poeta falta o verso
e o desejo e só da namorada
sendo assim não sou eu que aperto
limão de onde não sai nada
não que já não o tenha feito
mulher que sou e me sinto já me não falta nada
mas de sumo de limão estou ajoujada
quem o sorva não lento mas de uma só golada
pra aí vai meu intento e em Português me sinto honrada

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