SINO
sino
dispo-me do corpo
e do ideal
e do ideal
entre corpos me debato
sem saber do bem ou do mal
sem saber do bem ou do mal
jogo uma pedra no rio
pedindo em vão um sinal
pedindo em vão um sinal
e este bravo navio
lança âncora no areal
lança âncora no areal
no chão humilde
passa a sombra de um voo
foi o céu que falou
passa a sombra de um voo
foi o céu que falou
onde irão os pássaros
qual o seu destino
pudesse eu ao menos
saber o seu caminho
qual o seu destino
pudesse eu ao menos
saber o seu caminho
estendo as mãos
neste azul sem esperança
onde ainda te procuro
onde ainda me procuro
neste azul sem esperança
onde ainda te procuro
onde ainda me procuro
decifro segredos
que os cucos me dizem
aos medos
quietos em sussurro
tecendo nas minhas palmas
constelações de estrelas
em sublimes dourados
que os cucos me dizem
aos medos
quietos em sussurro
tecendo nas minhas palmas
constelações de estrelas
em sublimes dourados
as linhas do tempo
dão-me rastros das tuas leves pegadas
que tatuo na retina
abro os poros da tua pele na minha
rasgo pergaminhos
dão-me rastros das tuas leves pegadas
que tatuo na retina
abro os poros da tua pele na minha
rasgo pergaminhos
mas mesmo assim
não cruzo os teus caminhos
o sino não toca
não cruzo os teus caminhos
o sino não toca
dou-te as minhas mãos desanimadas
deslizo carente pela estrada
e perco-me na vida vazia
sem nada....nada me fala de ti....
deslizo carente pela estrada
e perco-me na vida vazia
sem nada....nada me fala de ti....



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