SENHORA DO TEJO
Há noite quando a lua brilha
Escuto mil vozes, umas loucas e vorazes
Outras ternas amizades
que guardo no tear
Chamam por mim.
Atiram-me novelos de poesia
que desenrolo devagar
Dobando meadas...
tecendo postigos
onde me debruço e chamo o mar
Peço à senhora do Tejo
que deixe o meu rio
là chegar!
São vozes antigas essas
que baixam nos raios do luar...
Mas é de dia acordada
que ouço outras vozes
caladas...
Invejosas malfadadas
impedem o peixe no Rio..
É geme sofrendo o mar!
É nessas vozes caladas
que lanço a âncora, perco o remo, rodo o leme sem cessar..
Acode Senhora do Tejo
não me deixes naufragar!
Escuto mil vozes, umas loucas e vorazes
Outras ternas amizades
que guardo no tear
Chamam por mim.
Atiram-me novelos de poesia
que desenrolo devagar
Dobando meadas...
tecendo postigos
onde me debruço e chamo o mar
Peço à senhora do Tejo
que deixe o meu rio
là chegar!
São vozes antigas essas
que baixam nos raios do luar...
Mas é de dia acordada
que ouço outras vozes
caladas...
Invejosas malfadadas
impedem o peixe no Rio..
É geme sofrendo o mar!
É nessas vozes caladas
que lanço a âncora, perco o remo, rodo o leme sem cessar..
Acode Senhora do Tejo
não me deixes naufragar!



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