DIVAGO

Divago
chove lá fora
e um rio de chuva me enche
transborda numa tristeza infinita
nos vidros onde bate a água
,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,, sobra intensa mágoa
escorrendo na falésia,,,,,, descobrindo a ilusão
É na madrugada que escorrego se a noite me diz,,não,,
Olho-me,,,,,, detida que estou no corpo observo-me
começo pelas mãos delas me faço ponte
com elas faço corrente e ancoro no céu
céu sem sol este onde tantas vezes fito a lua
meus olhos lhe chamam lua
e logo a seguir luar
com esta mão sempre nua até lhe consigo chegar
Há quanto tempo não mudo de alma
,,,,esta de tanto a lavar já está branca,,,,
ás vezes no cansaço de um olhar ...
.confundo-a com a lua....
mas ainda não sei como chegar-lhe
na privação do sono em oníricos divagares
descubro-lhe luz.....sabor ,,,e cheiro...
chego a tentar comê-la ....como pão de centeio
mas prende-se-me aí a respiração...
Num lento e pausado sobe e desce me torno pequena
.......dentro do corpo minha alma cresce....

Margarida Cimbolini.
arte Salvador Dali

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