SERVA

Serva
Escrevo da minha bizarria
dos sonhos que interpus
singular .....caindo cada dia
não tenho tempo nem modo
tudo se transfigura e muda
... a cada instante
deixando-me tão sofrida
tão cansada......tão distante
que da vida já não sei
se quero vida
neste mundo é meu lugar
sempre tão errante
escrevo de como tudo me esvazia
escrevo da minha bizarria
do meu ir,,, de me sentir
inconstante
ser perdido e distante
acordando numa noite fria
serva infiel,,leviana,,incómoda ,pedante
mas serva da poesia....

Margarida Cimbolini

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