FRAGATA


Fragata

Aquela língua de mar
subindo em devaneios
espiral
em cada canto
gruta a gruta
desencadeia correntes...incêndios
instintos soltos....serpenteia
em silvos ..sirene escorrendo de colmeia
Revolvem as mãos ..os dedos ...segredos
sugando os recantos ...semeia encantos
Delírios trocados entre o Sol e a bruma
Prumo hasteado espada e pluma...
Laborioso frenesim .....bocas abertas,,,,descobertas
Somam-se as rimas......limas finas...... falanges
Condensam-se os focos presos em retinas
Corre rio de prata....entre corpos,,,,,,,,veias de ouro...
No ventre da morte......nasce fragata....

Margarida Cimbolini.
arte Salvadore Dali

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