VÓMITO
Vómito negro.
cidade branda de agonia
onde o meu vómito cresce
entusiasmo descendo a lareira
cidade branda de agonia
onde o meu vómito cresce
entusiasmo descendo a lareira
desejo deixar-te
espero-te há beira de uma fonte
a água estagnada não corre
fica a bica vazia
nesta cidade de morte
caudais de gente desgarrada,,,
onde a alma grita e sofre
muros de grafite e cimento
a esconder a ignomínia
da criança nua
do cavalo a trote
do cimento mascarado,,, feito liberdade
flauta surda toca na barbacã
só eu a ouço
a calar o meu vómito
é a véspera do silencio
enquanto o cheiro nauseabundo não invadir as igrejas
Margarida Cimbolini
espero-te há beira de uma fonte
a água estagnada não corre
fica a bica vazia
nesta cidade de morte
caudais de gente desgarrada,,,
onde a alma grita e sofre
muros de grafite e cimento
a esconder a ignomínia
da criança nua
do cavalo a trote
do cimento mascarado,,, feito liberdade
flauta surda toca na barbacã
só eu a ouço
a calar o meu vómito
é a véspera do silencio
enquanto o cheiro nauseabundo não invadir as igrejas
Margarida Cimbolini



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