A ARVORE
a árvore
lembras-te de quando eu era árvore
tinha ramos
e almas que pareciam folhas verdes
e o orvalho regava.me de amor
dire-se-ia o orgasmo da natureza
e o meu caule tornava-se tronco
e as heras que cobriam o muro ...o muro
o muro onde me encostava...eram os longos cabelos emaranhados
os cabelos das ondinas... com olhos de trigo...
semeava bolotas verdes e ovais ..onde as fadas faziam casulos
brincos de princesa ..diziam as crianças
era a minha sombra oásis de penumbra....juras de namorados
profundas e grossas as raízes que penetravam a terra
as minhas raízes que sugavam as aguas dos rios...raízes de chuva
raízes húmidas de seiva recheadas de antigas memorias
as minhas raízes presas há terra não me deixavam voar..
lembras-te...deixei de ser árvore e fui borboleta e voei
vida de momentos..voos sagrados,,,tão rápidos,,,,tão frágeis ...
tombadas que foram as asas.....fiquei sem eu....morri.....
aqui me tens...lembras-te........toma-me..
Margarida Cimbolini
lembras-te de quando eu era árvore
tinha ramos
e almas que pareciam folhas verdes
e o orvalho regava.me de amor
dire-se-ia o orgasmo da natureza
e o meu caule tornava-se tronco
e as heras que cobriam o muro ...o muro
o muro onde me encostava...eram os longos cabelos emaranhados
os cabelos das ondinas... com olhos de trigo...
semeava bolotas verdes e ovais ..onde as fadas faziam casulos
brincos de princesa ..diziam as crianças
era a minha sombra oásis de penumbra....juras de namorados
profundas e grossas as raízes que penetravam a terra
as minhas raízes que sugavam as aguas dos rios...raízes de chuva
raízes húmidas de seiva recheadas de antigas memorias
as minhas raízes presas há terra não me deixavam voar..
lembras-te...deixei de ser árvore e fui borboleta e voei
vida de momentos..voos sagrados,,,tão rápidos,,,,tão frágeis ...
tombadas que foram as asas.....fiquei sem eu....morri.....
aqui me tens...lembras-te........toma-me..
Margarida Cimbolini



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