ESCREVO

Escrevo
escrevo como respiro
rejeito a morte a sorte o fim
sou o cavalo que salta a barreira
a espiga negra na eira
e no ar sou vento animo alento
alimento de uma ceara inteira
raiz de mim sou o meu caminho
da noz retiro a nogueira
cavo um buraco fundo
e saio dele flecha para o mundo
e saio dele luz mel colmeia
assexuado bicho ou anjo mas de alma inteira
não quero pedaços de nada
da dor refaço uma espada
de mim própria sou herdeira
herdo cicatrizes de uma alcateia
sou monte vila cidade aldeia
acima da morte ergo vida
e sou desta vida peneira
sou forno pão e padeira
e rogo ás estrelas do céu
e peço aos raios do Sol
ao mar aos vales ás colinas
que me deixem ser criança
que sejam a minha aliança
que nunca me deixem esquecer
........................................ de como sou pequenina.....

Margarida Cimbolini.

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