NARCISO

Narciso.
corro na alameda dos meus ciprestes
salto cercas e barreiras
planto na minha boca as aguas dos rios
no meu corpo o cheiro a sal
encho os olhos de mar
e com beijos nas mãos cheias
permito-me ser ave
são plumas estas minhas asas
as penas largo ao sabor do vento
e rio de mim...porque me quero
e sonho comigo porque me amo
esqueci os sonhos dos outros
e roço minha pele nos meus doces delírios
será que Narciso me persegue....
ou quando miro a minha imagem no lago
enxergo um ser habilmente solitário...

Margarida Cimbolini.

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