MAR Á TONA BRILHOS

Mar á Tona Brilhos

Julgava as cores das cidades iguais
mergulhei nelas como quem nada em brilhos
brilhos que guardei na memória
tão presentes como outra coisa qualquer
fazendo parte de uma outra historia
e sendo eu outra mulher
coalhava em mim brilhos com sabores e cheiros
brilhos genuínos e históricos
de águas de rios de lagos de canais
onde navegava como cisne ou como gondola
como navio ou como veleiro
Do mar as aguas elevam-se como nuvens
e nelas brilhava como cristais
sou ainda partículas de mar
perto do mar as cidades tem tons diferentes
leves muito doces e quentes
no mar o peso é nulo tudo fica há tona
volátil como uma pena
O meu mar...o mar...nas cidades o mar é o dono
tudo gira á volta dele... abençoada delicadeza....
.....a das pessoas....meritória grandeza a do mar
gigante adormecido,, espraiado,,estendido...
Mar á Tona dividindo o seu brilho por todos..
mal de quem se julga dono do brilho....soçobra nele..
Num segundo o mar á tona... é maremoto...
invade a terra como manto rôto...
Mar brilhante amado... nascido em mim....mas senhor..
....não servo....... não objecto de amor...
não inspiração de poeta....não vedeta não cantor
Mar verbo ..principio da vida.....autor..
Oh mar ..alma minha..terra onde cresci..poesia onde comi....
De ti e contigo sou ...um salpico.... uma mágoa.....
Deixa-me olhar-te e ter-te como brilhante da minha cidade
tu és na terra .....verbo do ser......... a primeira identidade....

Margarida Cimbolini

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