VOU

Vou
Vou-te construindo sim
na minha única e mágica claridade
no meio do ócio
na minha singularidade
Corro e grito ás vezes receosa
da monotonia
dos hábitos
mas todos os dias te cavo um pouco
exploro-te em ritos
fazendo de mim cobaia
sei lá....montanha não sou e não no Himalaia
.gosto de cantigas e do quente.
canto-te no intimo,,,, no mar intimo onde navego
e dou~te até cheiro a maresia
faço este caminho já costumeiro
da forma costumada
se eu quiser falar com Deus é a ti que o digo
borbota-me ás vezes o sangue da nostalgia
enrolo-me em ansiedade
mas subo ao céu insana e irada...quando não desces...
.....e me apascentas....e me alimentas...
sim........a ociosidade...
a música ilumina-me quando é minha....mas é rara...

Nunca calo a alma nem o silêncio...........
sim.............fujo da crua claridade..........
mas vou -te construindo pouco a pouco e sim...posso chamar-te
....................liberdade........
Margarida Cimbolini.

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