rogo ao tempo

Rogo ao tempo
quando romper o peito
levo um pano de linho
a segurar o defeito
a limpar a virtude

venho ás vezes de tão longe
trago teias e bordados
e nuvens e nevoeiros
mas hei-de romper este peito
e cozo-o de qualquer jeito
a ver se lá trago um almude
onde caiba o coração
e muita plenitude
pra tecer esta canção
quando romper o peito
jorrarão as emoções
viajarei contigo vento
levarei mágoa a contento
carrega tu na alegria
hão-de ir também os cucos
não o rompo sem magia
vou chamar a borboleta
aquela que sabe o meu nome
ela se chama Maria...
Margarida Cimbolini.

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