EU......A IR..

Eu.. a ir
Invade -me às vezes enorme calma
Sinto -me em paz com o mundo
É quando disso me apercebo
quase tenho medo
Senti nas arestas do mundo
o que o mundo tem de fundo
O vento que não é vento..a brisa sem ser brisa...
as palavras rendilhadas em fina guiupure..
os bordados em matiz

As telas depuradas
Os arcos e as ogivas
,,,rebentam em mim
,,,em águas
Perdem -se os pensamentos
Inúteis vão ser os mais passos...
Intentos serão forjados
Escusam-se as palavras
Eu me quedo no segredo
escusam -se máscaras e enredos
Fico eu e o meu fundo.
E se mal vier ao mundo será meu o meu degredo....
Margarida Cimbolini!

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