FIAPOS
Fiapos
Um fiapo de névoa cinzenta
tombou daquele céu de Julho
Um fiapo de névoa cinzenta
tombou daquele céu de Julho
O Estio apenas começara
Estendi as mãos
As minhas mãos
Mãos de criança e de menina
Mãos agora de Mulher
brancas na neblina
Queria agarrar o Verão
mas o Verão não deixava!
fugia! era ontem Verão e já na manhã a névoa
brilhante se adivinhava!
Relembrei os Verões de Outrora..
Vi -os passar um a um!
Nenhum era como agora.
Instável..morno..arredio.. ora quente ora frio.
Como noiva que namora
e se enche de fastio..
e não se dá nem à noite nem à aurora....
esperando aquela noite
onde o seu noivado mora.
O Verão de antigamente!
Olhar aberto, o azul inteiro rindo na frente..
O meu corpo de linho..
A mão do amor fremente! A vida louca e ardente
Eram sedas,,laços,,,torrenciais carinhos..
E nessa chuva quente nós dois raios na luz sorrindo....
Margarida Cimbolini
Estendi as mãos
As minhas mãos
Mãos de criança e de menina
Mãos agora de Mulher
brancas na neblina
Queria agarrar o Verão
mas o Verão não deixava!
fugia! era ontem Verão e já na manhã a névoa
brilhante se adivinhava!
Relembrei os Verões de Outrora..
Vi -os passar um a um!
Nenhum era como agora.
Instável..morno..arredio.. ora quente ora frio.
Como noiva que namora
e se enche de fastio..
e não se dá nem à noite nem à aurora....
esperando aquela noite
onde o seu noivado mora.
O Verão de antigamente!
Olhar aberto, o azul inteiro rindo na frente..
O meu corpo de linho..
A mão do amor fremente! A vida louca e ardente
Eram sedas,,laços,,,torrenciais carinhos..
E nessa chuva quente nós dois raios na luz sorrindo....
Margarida Cimbolini



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