VERSOS VIOLADOS

versos violados
violo os versos da serpente
mordo-lhe a língua
avidamente
sorvo o veneno dos seus versos
esmolo dela a morte
não quero esta vida tímida
quero um minuto aceso
a cada momento
rejeito este compasso
este ir...este estar.....este corpo
sabem-me a tormento
são o contorno da mentira
o caminho conformado na revolta
o barco que se julga frota
terra de mel e de sangue
onde a sombra se recorta
sinto o hálito fétido da serpente violada e morta
Margarida Cimbolini

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