OS FILHOS DO HOMEM
Os filhos do homem
os filhos do homem já não nascem
quedam-se inquietos
vagueando na atmosfera
são nados mortos para sempre
as mulheres estão impedidas de parir
rezam ao Deus da fertilidade
o ultimo dos humanos tem muitos anos
o mundo atola-se na infertilidade
ciência alguma produz o ser humano
nas ruas os homens evitam olhar as mulheres
o futuro já não está ao virar da esquina
ninguém sonha
as bombas estalam por todo o lado
os filhos do homem já não nascem
ei-los expectantes perante o vácuo das memórias
quedam-se inquietos
vagueando na atmosfera
são nados mortos para sempre
as mulheres estão impedidas de parir
rezam ao Deus da fertilidade
o ultimo dos humanos tem muitos anos
o mundo atola-se na infertilidade
ciência alguma produz o ser humano
nas ruas os homens evitam olhar as mulheres
o futuro já não está ao virar da esquina
ninguém sonha
as bombas estalam por todo o lado
os filhos do homem já não nascem
ei-los expectantes perante o vácuo das memórias
atribulados seres sem esperança
condenados a esconderem-se nas florestas
ou a degladiarem-se numa guerra sem tréguas
onde só o absurdo poderá sair vitorioso
os humanos afundam-se nas águas que criaram
céus e mares unem-se na comunhão do caos
os filhos do homem já não nascem......
Margarida Cimbolini.



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