,,A OBRA,,


A OBRA

O sorriso ancorado desponta
no colo da veia que se nega
que desafiando o fim,, no seio
do serio ,,no riso se alberga,,
e o ego salta ferido
e urge seu tempo,,tropeça,,
poesia não é arma de arremesso
nem se delegladia
fora assim véus de poeta não havia
metáfora seria surreal
o amor apenas delicada fantasia
era a ele que poeta protegia
tornando sua serva a poesia
insónia de lua cheia
no avesso só avesso se cria
e o vento não permite ventania
a escrita não permite tal cenário
os beijos se entrechocam no caos vário
as palavras perdem sintonia
,,brinca o ego,, torna.se a mente doentia
homem,,mulher ,,poesia,, desigual parceria
efeitos especiais ousadas epopeias
misto de sexo,,poder,,quase rei,,ou salvador,,
fintar a cabeça em agonia
não tombará nisso a poesia
alma caminha tranquila remançosa
nos seus pueris romances
entrançando seus cabelos francos
qual paladino tomba de céu ,,o vulcão,,
embaixo os outros batem palmas
mas a alma pura tranquila
,, no seu,,sorriso ancorado,,
diz ,,não,,,,,,,,,,,

Margarida Cimbolini

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