,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,, BUCÓLICAS


BUCÓLICAS

Descia a tarde
o céu começava a tingir-se de vermelho
era uma tarde de Outono
um Outono quente e húmido
,,,,,,,,,,,,,onde até as flores tinham passos
guardando seu pólen nas pétalas fechadas
,,,,os bichos da terra saíam dos seus buracos
recriavam frescura nas sombras vindas,,,,,,das aves
,,,,paradas piando baixo e rouco,,também elas escondiam
as cabeças nas asas revirando os delicados pescoços....

Esperavam o pôr do Sol...

Deitei-me nas folhas secas
era cedo para mim,,também eu preferia a frescura do anoitecer.
Sonhava com o tempo,,,via a sua face aguda e calma,,
habituado a amar as esperas,,também o tempo parara ali...

Olhava-me mudo de espanto....chamei-o...
ninguém nunca lhe chamara ,,Tempo,,punham-lhe datas
,,,davam-lhe prazos e épocas cortavam-no em pedaços pequenos
,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,ou grandes...

Eu chamava-lhe Tempo dava-lhe um rosto,,temendo-o,, amava-o
,,,,,,,,,meu precioso intento em que vivia mais e mais.....
Calei queixumes ,,lamentos,,escondi horas pensamentos,,fui dele...
,,estendidas nas folhas,,esperando o pôr do Sol...
,,fui amante do tempo...

Foi um terno e louco momento.....

Margarida Cimbolini.

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