DOIDOS DE PEDRA
DOIDOS DE PEDRA
doidos de pedra somos nós
andando
no bronze diáfano dos véus
passando nuvens sonhos céus
escrevendo pálidas metáforas
arranhando belezas inauditas
escondendo solidões maciças
vendo olhares na terra plantados
seguindo
cursos de rios há muito desvendados
colhendo flores divinas
insones
ou dormindo nas esquinas
poetas
temendo a morte e as latrinas
cozendo palavras
letras grandes ou lingrinhas
dando nós em laços
ou correndo descalços
doidos de pedra
badalando sinos
fiando amores e destinos
poetas
homens mulheres e meninos
autores
de nada ou ruminando giestas
autores de nossas próprias frestas
colando pedaços
lendo gigantes do passado
comemorando
que tenham nascido e morrido
doidos de pedra
esperando
por um vento corrido
que nos traga um Deus
mais doido que nós e nos diga ter vencido
margarida cimbolini
doidos de pedra somos nós
andando
no bronze diáfano dos véus
passando nuvens sonhos céus
escrevendo pálidas metáforas
arranhando belezas inauditas
escondendo solidões maciças
vendo olhares na terra plantados
seguindo
cursos de rios há muito desvendados
colhendo flores divinas
insones
ou dormindo nas esquinas
poetas
temendo a morte e as latrinas
cozendo palavras
letras grandes ou lingrinhas
dando nós em laços
ou correndo descalços
doidos de pedra
badalando sinos
fiando amores e destinos
poetas
homens mulheres e meninos
autores
de nada ou ruminando giestas
autores de nossas próprias frestas
colando pedaços
lendo gigantes do passado
comemorando
que tenham nascido e morrido
doidos de pedra
esperando
por um vento corrido
que nos traga um Deus
mais doido que nós e nos diga ter vencido
margarida cimbolini



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