IN BARRO
in BARRO
maõs que em barro se constroem
e nos contornos se perdem
destroem e erguem
um quase poema
uma quase pomba
uma quase estátua de medo
no barro a mão intenta
primeiro um coração
e molda lenta
a perna o pé a unha
e recomeça e desfaz e apressa
escorrega ,,,o barro diz não
e um bafo de calor um clarão
está o sexo o umbigo a tesão
tão doce como só pode ser a mão
os seios longos pontuados
de veias azuis luminosos
de alabastro brancos aquosos
um vale o pescoço um sopro
o rosto
olhos ilusão lábios flutuando
cabelo forte em crescendo corrido
enrolado anelado frutado
cor de limão
e a alma pensa a mão onde a ponho
,,,,,,,,onde fica,,,
,,,e fica a mão aflita,,,
,,,,,,,,a alma és tu quando crias e pedes perdão,,,,



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