FARDOS


fardos

um poema
um anjo desmanchado
corpo caído asas de um lado
secreta monotonia
de um poeta cansado
farto do seu fardo
farto de ser fadado
cheio de palavras vazias
farto de ser pecado
e canta o poeta assim
chamando poetas de outrora
cada noite espera a aurora
deixando cair o cachimbo
dorme o poeta agora
adormece na memoria
de ver um poema sorrindo

Margarida Cimbolini

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