Sal

entre mãos de ninguém
perco-me
teço mil imagens
caminho por tantos caminhos
tentando ver o que já está visto
alcança o meu olhar imagens repetidas
desmaiadas cores de fulgurantes ermidas
sempre erguidas junto ao mar
já as ondas lhes comeram cores
e dos sabores retenho o sal
o sal onde rolo o corpo
que me rola dos olhos
o sal que das paredes erguidas
me salta nas mãos em estrelas
pingando já água já neve já cal
serei apenas pingo desta fria tocha
onde minha casa é o mar
sempre respiro marés e sufoco meu vento nesse azul intenso
no mar....

margarida cimbolini

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