MEUS OLHOS
meus olhos
escalam meus olhos montanhas
altas como peixes sufocados
que deixam cair suas escamas
de seus corpos torturados
e fulgurem
suas entranhas
como ouros prateados
como escravos escravizam suas damas
tocando seus desejos escravizados
tornam-se senhores
pois são deles os temores
são delas os amores
e em sufoco se rende o pescado
ao pescador seu senhor seu amado
como louva a ,deus desavisado
que serve de isco e de amado
assim no meu barco alado
bato minhas asas transparentes e guardo meu pescado
rindo das mais gentes
Margarida Cimbolini


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