PROMESSAS


Promessas

depois do amor gritado
a porta entreaberta
as pedras cortando na rua
o frio da vida cortando a pele nua
todo o dia uma vida mais fria
toda a noite uma noite mais oca
encontras meus lábios carentes
ainda doces abertos e quentes
beijos sôfregos como de pão
o corpo embaixo do negro da roupa
nu e solto em tua mão
palavras em solavancos
ditas em sustos reatadas malditas danadas
não dizem nada são mágoas
são visitas de punhais

rápidas promessas grunhem ... pedem .. nossos corpos mais...

Margarida Cimbolini.

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