INQUIETA


inquieta

inquieta na manhã

estranha ao dia

visto-me de chuva
e ganho a cidade em ventania,,,,
Ventam em regougos afogueados
os ventos que trago no peito,,,,,
,,,soltam-se de chuva molhados,,,
,,,,,,,,,,,,,,,,nos sois que trago do leito....

São os caminhos da manhã
............................................que percorro
nesta cidade da minha fantasia.........

Corro com os olhos a chuva
,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,inquieta,,,,,,,
,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,
,,,,,,,,,,,,,,,,de me ver tão cedo na rua

Foge-me o corpo nos socalcos
,,,,acordada no lapidar das palavras..................
procuro jardins,,,, encontro palcos........
,,,,,,,,arredada de aplausos e de gentes,,
tenho com as estátuas conversas fluentes......

Acabo no patamar de uma escada,,,,,,,,,
,,,,,, abrigo da chuva que teima em cair...
e breve é esta estada no tempo da manhã....
,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,desse dia em que quis ver o dia fluir....

margarida cimbolini

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