PRUMO
prumo
novos mundos tem o mundo
passeiam-se neles formigas
com cabazes de anos bons
das rosas nascem urtigas
fazem casulos nas prisões
as traças de Ali-Bábá.
São os quarenta ladrões
que fervem em borbotões
no tacho da fada má
em bebedeiras vos digo
liguem pouco a estas rimas
quando o mundo for ao fundo
outro meu rumo será
tenho entre os olhos um prumo
e já não estarei por cá
Margarida Cimbolini



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