LI RIOS
li rios
os lirios que tombam das mãos
perdidos colhidos sonhados
bordados em bastidores
ternas as mãos de agulhas tão finas
que tecem no linho
,,,,,,,,,,,,seus sonhos de meninas
dentro tocam clarins chovem flores sem fins
fora cosem-se as costuras de vidas mansas mas duras
entre as pernas os panos
cerzidos também em desenganos
e as lágrimas em banho Maria escondidas
lágrimas sem música vazias
mulheres tantas mulheres assim nascidas
assim cerzidas encolhendo o amor calado
não amando não sendo não vendo
bordando bordados colhendo jasmins...
tantos lirios machucados anos e anos assim...
Margarida Cimbolini



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