POVO AZUL


Povo azul

morada onde nasce o meu olhar
correndo no vento azul
assim se prateiam os meus olhos
nos ventos azuis que trago cabelos
vozes caladas e ancestrais
chamam os meus sorrisos

as lágrimas inundavam-me
diluindo-se na chuva

marcaram para mim este caminho
que de tranças que de livres espaços
tornou minha alma imensa

indeléveis traços do meu povo
nascido no ninho dos azuis povos

tocam assim os tambores
chamando-me filha das dores
enamorada de amores
vinda dos azuis povos que casam mares e céus

correm meus pés nas suas águas
procurando sua fonte
nestas longas e finas pegadas
andam meus passos a monte

revejo meu povo azul onde guardo os tesouros
destes dias cansados e mansos onde pranteio meus amores
nos sonhos onde deslaço....ouço.....seus cantos ...seus tambores.

Margarida Cimbolini

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