NOVELOS
Novelos
A noite e a madrugada
juntam-se na alvorada
batem-me aos portões
Tinha o barco amarrado
um novelo no telhado
lágrimas em turbilhões
.e muita canção gentia
cá por dentro já gania
Prenhe de águas fundas
a glória não paria.
Na veia ria-se a rima
caçoando do meu caso
e velha a lira sorria
olhando o barco parado.
.Cresceram na noite os remos.
dedos encordoados.
O vento mandou a vela
não tendo força fui nela.
Agora em águas profundas anda este barco ao acaso...
Margarida Cimbolini.



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