TURVA


turva

perdi-me de ti
não te encontro nos meus sonhos
e nem mesmo nos escombros
daquilo a que chamo memórias

a lucidez tortura-me
corpo que me foge
voz que se escoa entre as portas

onde apenas escorriam músicas antigas
há labaredas do teu meio sorriso

as cinzas no chão dizem dos teus desejos

rodopio nem sei se submersa
inquieta-me esta densidade
sobre a pele correm-me vagos frios
e pinto as portas de azul para que te sintas em casa

Margarida Ci

mbolini.

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