VELADA


Velada

a luz do cometa baixou
velei tua hora.
minha hora de nascer
foi na beleza do ar
foi na leveza do ser
foi na luz do crepúsculo
que sabia acontecer
que esperei por ti.
fiz tréguas para morrer
mas a morte não me quis.
entrancei então esperanças
como tranças de crianças
versei compus grinaldas
guardei nos véus minhas ânsias
e despedi-me de ti.
velada venho saber
se posso entrançar nossas mãos
se piso ainda este chão
se no crepúsculo virás
pois que desta vida te digo
do mar e de pétalas de rosas
de pouco mais quero saber

margarida cimbolini

,,in delirios nas madrugadas,,

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