CAUDAIS
caudais
naufrágo nesta sinfonia de chuvas
chuvas menos que vendavais
de sons roucos desiguais
são os regos do tempo
correndo-me por dentro
ardendo-me no peito
são os átomos querendo sair
saudades que não quero ouvir
no negro pecado de me vir
na boca do meu amor
naufràgo na tua saliva
fazendo-me esquiva
na minha pele tua cor
com tua lembrança
entranço uma trança
no meu umbigo e no teu
ficaram traços de fumo
ficou uma corda mansa
ficou um fio de prumo
entranço uma saudade viva
mas manca .....
uma saudade prevista
tão anunciada que antes de começar já estava á vista
e já ardia a queimar...
é o fumo dessa trança que ainda me faz desejar.
tatuando-me na pele
nossas vidas desiguais...
.
Margarida Cimbolini.



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