NORTADAS

Nortadas

sopram as nortadas
com o seu assobio surdo
que me chama

o nevoeiro clonou todas as suas gotas

é o mar adensando-se sobre as vozes roucas
defumando os nosso postigos
dando ás nossas mão seus doces figos

lembrando suas antigas fileiras de soldados
postados sob as nuvens ......na esperança da batalha

sob o terror da morte
defendendo a vida do mar
para que ele fosse nosso......

como se o amor tomasse forma ,,,, e o mar
,,,,pertencesse a alguém.....

ilusão do poder..........mas terá acabado..

já no mar não há soldados
e os peixes escapA

m das redes
mas o povo,,,,as gentes que não ouvem o vento norte..

aqueles que dependem da sorte...
ao mar .....vão a banhos

se bem q'ele arrebanhe .......alguns rebanhos
dizendo .nos ser ainda muito forte

IANHROS aqueles que morrem dia a dia
escudando-se num elo de sombra

e sob o nevoeiro clonam a miséria que escondem
e saem quando chove,,,,,, em faltando o Santeiro
com algum milagre que choque.......

vão prá rua e gritam debilmente HÁ MORTE ! HÁ MORTE !
E SIM ........... HÁ MORTE !

MargarIda Cimbolini.

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