QUENTURA
Quentura
na quentura do teu abraço
aí sim posso dar-te espaço
sendo teu sorriso
será minha contenção...meu siso
e das amoras maduras nascerá planta nova
e das rosas de outono virá a Primavera
e sob os gelos de teu medo
será teu e meu o segredo
gritado no veludo das nossas peles
tatuado nas irís de nossos ohos
suado na minha fantasia
da tua janela amor eu vejo a mouraria
e nessa rua de fado ...o pecado consagrado
não é mais pecado.....é dado...
é jogo limpo e regado pelo amor
é berço de poetas,,,,, pipa de pinho novo
não é lugar de medo nem sitio de dor
é quentura ,é doçura, é fervor
atemporal é o tempo nesse momento
e se ouvires atentamente ouvirás ainda a guitarra
gemendo dolente será que conhece o tempo
será dela esse lamento,,,,,não,,,ser paixão
,,,,,,não é pecado......é vida é alimento.......
é minha vida ,,,,,,.e para isso,,,,,, lanço o dado.....
a quentura é meu poema,,,, escrito ,,,,,vivido ,,,falado
e nas ruelas ,nos becos nas esquinas ficará este meu brado...
Margarida Cimbolini



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